CTEx e Omnisys firmam parceria para automatizar Morteiro Pesado 120 mm, ampliando capacidade de apoio de fogo do Exército.
Por Amadeu Robalinho.
Rio de Janeiro, 19 de setembro de 2026.
O Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e a Omnisys Engenharia Ltda. assinaram, na última terça-feira (17), um Acordo de Parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) voltado à modernização de um dos principais armamentos coletivos de apoio indireto das Forças Terrestres: o Morteiro Pesado 120 mm M2 Raiado.
O projeto prevê a integração de um sistema automatizado que deverá reduzir drasticamente o tempo de transição do morteiro entre a configuração de transporte e a posição de tiro. Além disso, a solução incorporará um módulo de apontamento digitalizado, com o objetivo de conferir maior agilidade, precisão e repetibilidade aos disparos, atributos essenciais em cenários de combate contemporâneo, nos quais a rapidez de engajamento e a dispersão das posições de tiro são fatores decisivos de sobrevivência.
O M2 Raiado foi desenvolvido no início dos anos 2000 pelo então Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD), unidade que viria a ser incorporada ao CTEx em 2005. Desde então, o armamento é fabricado pelo Arsenal de Guerra do Rio e integra a estrutura de apoio de fogo das unidades mecanizadas e de infantaria do Exército Brasileiro.
Na avaliação do CTEx, a automatização do morteiro representa um salto qualitativo no emprego desse sistema de armas, permitindo que as guarnições operem com menor exposição e maior cadência de tiro, ao mesmo tempo em que se reduz a margem de erro humana no processo de apontamento. A iniciativa também reforça a estratégia de fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID), ao articular a expertise de um centro de tecnologia militar com a capacidade de engenharia de uma empresa nacional do setor de defesa, a Omnisys, reconhecida por projetos em eletrônica de defesa e sistemas embarcados.
A formalização da parceria sinaliza, ainda, a prioridade institucional do Exército Brasileiro em atualizar seus sistemas de armas convencionais por meio de incrementos tecnológicos, em vez de substituições integrais, modelo que otimiza custos e preserva a logística já consolidada nas unidades operacionais.
FONTE: CTEx/Exército Brasileiro.